segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

A Hora Morta



O período que se estende das 3:00 da manhã às 3:59 é chamada de Hora Morta ou Hora do Demônio. É a hora em que os espíritos tem mais força para penetrar em nosso mundo, pois o véu que separa os dois mundos é mais tênue. É nesse momento que pessoas mais sensíveis e aqueles que teriam dons espirituais ficam mais vulneráveis a entidades malignas. É também, segundo alguns estudos, quando a frequência energética das pessoas fica mais baixa, inclusive os batimentos cardíacos diminuem, e alguns indivíduos acordam exatamente às três horas da madrugada, meio atordoadas e só conseguem dormir novamente por volta das quatro horas.

Para muitos, não são apenas os espíritos que invadem o mundo material nesse horário, mas também uma raça ancestral de seres não-humanos, que nunca tiveram corpos físicos... os demônios.

Essa é a hora que eles atormentam as pessoas fazendo com que elas vejam vultos, tenham pesadelos, se sintam mal, tristes, escutem vozes e até mesmo enxerguem aparições. Há quem diga que enquanto a Terra gira, uma revoada desses seres viaja acompanhando o lado escuro do planeta e passa sobre nós justamente em nosso momento de maior vulnerabilidade.

A origem desse conceito se baseia na ideia de que Jesus teria sido crucificado às três da tarde. Como três da manhã é a hora oposta, ela teria características malignas, sendo usada como uma zombaria ao sacrifício na cruz.

Esse fenômeno é bastante mostrado em filmes de terror, como O Exorcista, O Exorcismo de Emily Rose, Atividade Paranormal e Evocando Espíritos.

PS: Este texto foi escrito a partir das 3:15 da manhã... rs

PPS: Isso é apenas uma lenda urbana, evidentemente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Exposição ComCiência - Patrícia Piccinini


Está instalada no Centro Cultural Banco do Brasil a exposição da artista australiana Patrícia Piccinini. Usando esculturas e meios audiovisuais, ela apresenta criaturas imaginárias de forma hiper-realista.

A exposição instiga à reflexão sobre a empatia diante daqueles que são diferentes de nós, e levanta questões sobre engenharia genética e tecnologia.

Mas, infelizmente, ouvi frases como "credo!", "misericórdia, isso é coisa do Cão!", "essa artista é doente, tá amarrado!", "por isso que é gratuito, só tem coisa feia!", e outras que prefiro nem reproduzir, referentes aos aspectos sexuais das obras.

Mais uma vez confirmo na prática minha teoria de que a ignorância é a mãe do preconceito, do ódio e do medo.

No mais, as obras são magníficas. Me remeteram a Lovecraft, Giger, Glauco Longhi e Zdzisław Beksiński.

Altamente recomendada. E gratuita.

Serviço:

De 12/10/2015 a 04/01/2016.
De quarta a segunda.
Das 09:00 às 21:00.
Entrada franca.


Confiram as fotos que tirei de algumas obras:

Big Mother

The Comforter

The Observer

The Long Awaited

Sphynx

Metaflora - Twin Rivers Mouth

Boot Flower

Undivided

The Welcome Guest

The Lovers



segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil.



Por que o feminismo é importante?

Porque a violência contra a mulher ocorre de forma diferente da que acontece entre os homens: elas são vítimas pelos simples fato de serem mulheres.

As causas não são brigas, assaltos ou acidentes de trânsito. São ciúme, possessividade, abuso, intolerância, desprezo e a ideia de que mulheres são coisas, e não pessoas. Coisas que podem ser tratadas com violência.

Por homens.

A misoginia é fruto do machismo. E é isso que o feminismo combate.

Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil.


Em decorrência das diversas ações nacionais e internacionais pelo fim da violência contra as mulheres, a FLACSO Brasil (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais) publicou um novo Mapa da Violência, desta vez, focado na dinâmica dos homicídios femininos nos últimos anos.

Esse estudo tem o apoio do escritório no Brasil da ONU Mulheres, da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

Fiz um resumo bastante conciso de alguns fatos importantíssimos relatados no texto:

  • 50,3% das mortes violentas de mulheres são cometidas por familiares 33,2% por parceiros ou ex-parceiros;
  • Entre 2003 e 2013, o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, incremento de 21,0% na década. Isso representa 13 homicídios femininos por dia em 2013;
  • De acordo com os dados da OMS, o Brasil tem taxa de 4,8 homicídios por 100 mil mulheres, em 2013, o que coloca o país na 5ª posição internacional, entre 83 países do mundo;
  • As taxas das mulheres e meninas negras vítimas de homicídios cresceu de 22,9% em 2003 para 66,7% em 2013, indicando que a vulnerabilidade desse grupo aumentou em 190,9%;
  • Há um crescimento vertiginoso da violência contra as mulheres a partir dos 10 anos de idade, culminando no período que vai dos 18 aos 30, e com um lento declínio até a velhice. Ou seja, é quando elas estão na idade com mais probabilidade de se relacionar com homens que o perigo de homicídio aumenta;
  • Nos homicídios masculinos predomina a utilização de arma de fogo (73,2%), nos femininos essa incidência é bem menor: 48,8%, com o concomitante aumento de estrangulamento/sufocamento, cortante/penetrante e objeto contundente, indicando maior presença de crimes de ódio ou por motivos fúteis/banais;
  • Quase a metade dos homicídios masculinos acontece na rua, com pouco peso do domicílio. Já nos femininos, essa proporção é bem menor: 31,2% acontecem na rua, 25,2% em estabelecimento de saúde e 27,1% acontecem na residência da vítima, indicando a alta domesticidade dos homicídios de mulheres.
O texo completo do relatório, bem como o comunicado para a imprensa e as planilhas com os dados correspondentes aos 5.565 municípios reconhecidos pelo IBGE estão disponíveis no link oficial abaixo.



terça-feira, 28 de julho de 2015

Guia Para Não Ser um Babaca Quando Acusado de Racista, Homofóbico ou Machista



Às vezes, pisamos na bola. TODOS NÓS. Mesmo quem tenta não pisar. Quando o assunto é machismo, racismo e homofobia, a coisa fica mais complicada. Todos nós fomos criados com essas ideias imbecis como parte de nossa educação e é difícil se ver totalmente livre delas.
Em minhas diversas leituras pela internet, encontrei um texto que resolvi traduzir e adaptar. Espero que ajude, e se alguém tiver algo a acrescentar ou criticar, por favor, eu agradeço.

Guia Para Não Ser um Babaca Quando Acusado de Racista, Homofóbico ou Machista

1) Respire. Fique calmo. Permaneça civilizado. Se alguém disser "eu acho que isso soa um pouco racista/homofóbico/machista", não confunda isso com "você é um escroto racista da Ku Klux Klan" ou "você é um neo-nazista estuprador". Nos primeiros dez ou vinte segundos qualquer resposta que você der provavelmente virá de sua atitude defensiva, e não de seu cérebro, então provavelmente você não deve dizer o que primeiro vier à sua mente. Aliás, quase nunca a primeira coisa que vier à sua mente é a melhor, seja lá qual for a situação.

2) Leve as críticas a sério - não as dispense sem pensar nelas. Não as invalide. Especialmente se a crítica vem de alguém que é vítima diariamente desse tipo de comportamento. Negros, pessoas LGBT e mulheres tendem necessariamente a estar mais cientes do preconceito e percebem coisas que outros podem ignorar.

3) Não leve pro pessoal. Geralmente a coisa a fazer é pedir desculpas pelo que disse, mudar sua postura e seguir em frente. Especialmente se você estiver em um grupo de amigos ou algo assim, resista ao seu desejo de transformar a reunião em um seminário sobre "Como Você É Contra Isso". O assunto da conversa não é, provavelmente, "seus muitos amigos próximos que são negros ou gays, e sobre sua aversão duradoura, profunda e sincera ao machismo."

Pense nisso como se alguém te avisasse que você precisa limpar o nariz, porque tem uma grande bola de ranho pendurada para fora. A única coisa a fazer é dizer "oh, desculpe-me", limpar o nariz, e seguir em frente. Insistir para que todos deem tapinhas nas suas costas e te tranquilizem dizendo que sabem que você nem sempre têm meleca pendurada em seu nariz, antes que a conversa possa prosseguir, não é produtivo.

Texto original: http://bit.ly/1zcgHpR

quarta-feira, 25 de março de 2015

Em um embate de ideias, tanto o vencido quanto o vencedor saem ganhando.

Um ganha por conseguir demonstrar corretamente seu ponto de vista, que sai reafirmado. O outro, por aprender uma forma melhor de pensar sobre um assunto.

Só há verdadeira derrota quando alguém desiste de argumentar ou desiste de dar ouvidos. Nesse caso, ambos perdem.

sábado, 7 de março de 2015

Engrenagens

Charles Chaplin - Modern Times
“Como, diabos, pode um homem gostar de ser acordado às 6:30 da manhã por um despertador, sair da cama, vestir-se, alimentar-se à força, cagar, mijar, escovar os dentes e os cabelos, enfrentar o tráfego para chegar a um lugar onde essencialmente o que fará é encher de dinheiro os bolsos de outro sujeito e ainda por cima ser obrigado a mostrar gratidão por receber essa oportunidade?”

—   Charles Bukowski, Factotum

Eu te respondo, Velho Buk:

Sendo doutrinado desde a infância pela mídia e pela religião, as ferramentas de lavagem cerebral do poder econômico e político desse mundo de senhores e escravos. Se esse homem (ou mulher) não tiver muita disposição para questionar os dogmas da sociedade e não se propor a usar a razão para analisá-los, vai viver assim até o fim da vida. Conformado e talvez até feliz.

Como uma vez que os olhos se abrem para essas questões eles não podem mais ser fechados, a saída é procurar fazer algo que dê prazer e ser mais resistente à sedução do consumismo, que é mais um dos grilhões psicológicos que nos prendem nessa máquina de exploração. Menos raízes e mais asas.

Mas não é fácil, porque somos unidades produtoras-consumidoras nesse sistema, engrenagens nessa máquina. Substituíveis e intercambiáveis. Os donos da máquina não querem perder peças. E libertar-se pode privá-los de uma parcela do lucro. E, por mais ínfima que seja essa parcela que representamos, se mais de nós começarmos a enxergar isso, o sistema se desmantela. E isso é inadmissível pra eles. Portanto, vão fazer de tudo pra nos impedir de escapar desse ciclo.

sábado, 27 de setembro de 2014

A vida é o contrário da areia movediça: é necessário se manter em movimento para não afundar.

sábado, 8 de março de 2014

Dia Internacional das Mulheres

Eu desejava "feliz dia das mulheres" às minhas amigas, à minha mãe, à minha filha... Eu já cheguei a escrever poemas homenageando a mulher. Eu postava pinturas de renascentistas famosos representando a beleza feminina. Eu as comparava a deusas da mitologia.

Sempre fui fascinado pela mulher, e pelo mistério que ela representava pra mim. Fui criado exclusivamente por uma mulher e, por esse motivo, sempre as entendi um pouco melhor do que muitos homens que eu conhecia. Sempre procurei ser muito amigo da minha filha, e assim acabei tendo ainda mais contato com as angústias e as maravilhas da condição feminina. Mesmo assim, nunca tive nem terei a pretensão de dizer que as entendo realmente.

E não consigo mais desejar "feliz dia das mulheres".

Esse dia não existiria se elas não fossem oprimidas e desrespeitadas pelos homens. Esse dia é uma distração que nos faz esquecer, homens e mulheres, de que só tem "um dia" quem ainda é vítima da opressão e do preconceito. Essa mistura de dia das mães com dia dos namorados apenas perpetua a ideia de que a mulher só tem um papel secundário, sempre em relação ao homem: mãe, filha, namorada, amiga.

Um simples "feliz dia da mulher" não tem o poder de neutralizar todos os "tinha que ser mulher", "vai pilotar fogão", "mulher no volante, perigo constante", "ê lá em casa", "gostosa", "puta", "vadia".

Também não apaga as fotos íntimas compartilhadas por meios digitais, que são consideradas prejudiciais à imagem da mulher, e motivo de orgulho para os homens.

Também não cura as cicatrizes físicas e psicológicas das meninas abusadas e espancadas na infância, na adolescência, na idade adulta e na velhice. Agredidas por pais, tios, primos e maridos.

Não as protege da violência dos ignorantes que acreditam que a força física é a medida da superioridade. Nem da ira daqueles que acreditam em preceitos que já surgiram atrasados, há milênios atrás.

E, definitivamente, não contribui para que homens e mulheres sejam vistos como iguais.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Tempo Líquido, que escorre por entre os dedos

"Pois aquele que não tem dois terços do dia pra si é escravo, não importa o que seja: estadista, comerciante, funcionário ou erudito.”

- Friedrich Nietzsche - "Humano, Demasiado Humano"

*****

Segundo o sociólogo polonês e crítico da modernidade Zygmunt Bauman, hoje vivemos em um "tempo líquido". De acordo com essa análise, as coisas se desgastam, as relações são descartáveis, as personalidades são fluidas e inconstantes. É a lógica que sempre critico, que condiciona as relações humanas, internas e externas, às leis do consumismo, onde consumir e descartar é um ciclo vertiginoso e sem fim.

Com o excesso de estímulos e informações, temos a impressão de que as 24 horas do dia não nos bastam, e que sempre estamos atrasados, perdendo algo.

Claro que isso é imposto pelo sistema econômico dos nossos tempos, que nos obriga a extrair o máximo de produtividade das horas. O resultado é uma sociedade doente, exagerada e desequilibrada, onde esgotamento físico e mental, ataques de ansiedade, stress e depressão são cada vez mais comuns.

Temos cada vez menos tempo para o lazer e a convivência, e mesmo esse espaço é invadido pela sensação de urgência e instantaneidade. Vivenciamos nossas férias e finais de semana muitas vezes esquecendo de reservar um tempo para não fazer nada e simplesmente descansar.

Por nunca pararmos, não temos tempo para refletir sobre nossas experiências, e assim nossa própria evolução enquanto indivíduos está comprometida.

Mas como desacelerar? Se nos exigem que estejamos sempre correndo, se quisermos nos alimentar, nos vestir, morar? Isso sem contar que muitas vezes só temos acesso ao lazer que mencionei lá em cima pagando por isso. Se alguém souber a resposta, por favor, me ilumine.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

"Não há dor que dure pra sempre."

Realmente, nada dura para sempre. O problema é que o período de vida de um ser humano é tão curto que às vezes ele acaba antes da dor.

segunda-feira, 22 de julho de 2013


Me agrada o dia cinzento que está lá fora. Só me incomoda aquele que está aqui dentro.

domingo, 21 de abril de 2013

Perseverança


A princípio eu não entendi. Era como se acordasse de um sonho. Via diversas pessoas conhecidas ao meu redor. Amigos e familiares, mas parecia que eles não podiam me ver. Procurei chamar por alguns, entretanto eles também não podiam me ouvir. Estava todos reunidos em volta de algo, e me aproximei para ver do que se tratava. Havia um caixão, e dentro dele, um corpo rodeado de flores. Foi então que compreendi: aquele era o meu corpo e eu estava no meu velório.

Lentamente, comecei a me lembrar... Eu havia optado por abrir mão da vida, que sempre me doera tanto. Mas agora não sabia o que fazer e nem para onde ir. Decidi ficar por ali, pois me ocorrera que se algo ou alguém fosse me indicar o caminho, deveria me procurar próximo ao meu cadáver. Eu o havia abandonado, mas era a única referência que eu tinha da minha posição nesse mundo. Minha consciência sobreviveu ao meu corpo, mas, até onde eu me lembre, não existia antes dele.

Acabaram de enterrar meus restos mortais. Estranho falar dessa forma, levando em consideração que minha ideia de "eu" era aquilo que eu via no espelho todos os dias. Me sentei sobre a sepultura, e continuei a esperar pelo que faria a seguir. Não havia mais ninguém no cemitério, e permaneci onde estava. Começou a chover, mas eu não sentia a chuva. Sei que estava ventando, pois via as árvores se moverem conforme o crepúsculo se abatia a minha volta. Escureceu. E nada acontecia.

Depois de alguns dias, vieram trazer flores. Fico pensando, de onde tiraram essa tradição? No que isso poderia me ajudar? Mais alguns dias depois, alguém muito próximo veio trazer lágrimas. Me comoveram, mas também não podiam me ajudar. Acho que chorei também, mas não tinha mais glândulas lacrimais. Muito tempo passou e nada aconteceu. Desespero e solidão. As coisas não eram tão diferentes após a morte, afinal.

Acordei em um quarto de hospital. Conversaram comigo e me disseram que os medicamentos haviam me deixado em coma por alguns dias. Não contei a ninguém sobre meu sonho. Aliás, não conversei muito sobre nenhum assunto, com ninguém. Quando tive alta, me tranquei em casa e procurei minha arma em cima do guarda-roupas. Ainda bem que era apenas um sonho. Os remédios falharam, mas eu ainda tinha o plano B.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Quem disse que a vida não é um mar de rosas? Tenho nadado nela e percebi que só estão faltando as pétalas.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Music in the Song of Ice and Fire


Até o momento, pelo que me lembro, a única música cuja letra é apresentada nos livros da Canção de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, que foi ao ar na série "A Game of Thrones" foi "The Rains of Castamere", também conhecida como "A Canção dos Lannisters.

Segundo o livro, ela foi composta após a vitória do jovem Tywin Lannister sobre os Reynes de Castamere, uma casa menor, vassalos dos Lannisters, que acabaram se rebelando contra Titos Lannister, pai de Tywin. Tywin os atacou e dizimou para sempre sua linhagem. Inclusive, a música faz um trocadilho com "Rains" e "Reynes".

Ela é apresentada dessa forma no seriado:



Mas encontrei uma versão bem legal no Youtube:



Navegando pelo Youtube, descobri que várias pessoas fizeram versões das músicas apresentadas nos livros.

The Bear and the Maiden Fair

"O Urso e a Donzela Loura" (tradução livre) é uma canção tradicional amplamente conhecida nos Sete Reinos. Conta a história de um urso que vai a uma feira e se apaixona por uma donzela. Tom Sete Cordas canta essa música junto a Torta Quente.


Gentle Mother, Font of Mercy

"Mãe Gentil, Fonte de Misericórdia" é um hino à faceta Mãe da Fé dos Sete. Sansa Stark canta essa música  durante a Batalha de Blackwater.


The Dornishman's Wife

"A Esposa do Homem de Dorne" é uma canção sobre um homem que dormiu com a esposa de um homem de Dorne, mas morreu de ferimentos recebidos em um duelo com o marido traído e considerou isso uma troca justa. Essa música é cantada por Mance Rayder, o Rei Além da Muralha.




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So far as I remember, the only song whose letter appears in the books of the Song of Ice and Fire, by George R. R. Martin, which was aired in the TV series "A Game of Thrones" was "The Rains of Castamere", also known as "The Song of Lannisters"

According to the book, it was composed after the victory of the young Tywin Lannister against the Reynes of Castamere, a lesser house, vassals of the Lannisters, who ended up rebelling against Titos Lannister, father of Tywin. Tywin attacked them and decimated their lineage forever. Even the music makes a pun on "Rains" and "Reynes."

It appears that way on the show:

But I found a really cool version on Youtube:

Navigating through Youtube, I found that several people made versions of the songs presented in the books.

The Bear and the Maiden Fair

It is a traditional song widely known in the Seven Kingdoms. It tells the story of a bear who goes to a fair and falls in love with a maiden. Tom Seven Strings sings this song with Hot Pie.

Gentle Mother, Font of Mercy

"It is a hymn to the Mother aspect of the Faith of the Seven. Sansa Stark sings this song during the Battle of Blackwater.

The Dornishman's Wife

It is a song about a man who slept with the wife of a Dornishman, but died from injuries received in a duel with her betrayed husband and considered it a fair trade. This song is sung by Mance Rayder, the King Beyond the Wall.




segunda-feira, 24 de setembro de 2012



A beleza do céu em chamas ao entardecer, e as pessoas que mataram o rio alheias a tudo o que é belo, em suas gaiolas móveis de metal, tentando se deslocar de um lugar cinzento a outro, em busca da beleza que não podem alcançar.

Mas não tenho a pretensão de me diferenciar dos assassinos do rio. Eu também o matei, e agora, aprecio a beleza do crepúsculo através da lente da câmera do meu celular.

E compartilho esse momento efêmero de profunda e triste beleza por meios eletrônicos, distante daqueles que quero bem, estes também responsáveis pela morte de inúmeros rios.

***

The beauty of the sky in flames at dusk, and the people who killed the river oblivious to all that is beautiful, in their moving metal cages, trying to move from one gray place to another, in search of the beauty they can not reach.

But I do not pretend to differentiate myself from the river killers. I also killed him, and now, I appreciate the beauty of the twilight through the camera lens of my cell phone.

And I share this fleeting moment of profound and sad beauty by electronic means, apart from those who I like, these also responsible for the death of many rivers.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Max Gehringer - Viver ou juntar dinheiro?

Recentemente li um texto onde o escritor e administrador Max Gehringer lê uma carta recebida de um ouvinte da rádio CBN. A seguir, a transcrição do texto:

"Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para apresentá-la na íntegra, porque ela nem precisa de comentários:

'Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.

Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa… Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado 30 mil reais. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado 12 mil reais e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário.
Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase 500 mil reais na conta bancária.

É claro que eu não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!

Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida'.

Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço.”

Abaixo, o áudio, conforme apresentado na Rádio CBN:

http://www.youtube.com/watch?v=VCFCEklxDYM

sábado, 30 de junho de 2012


"O homem que só bebe água tem algum segredo que pretende ocultar dos seus semelhantes."

Charles Baudelaire

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A Dor Que Dói Mais

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas. 
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Martha Medeiros

terça-feira, 26 de junho de 2012


"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam."

Jack Kerouac

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Por que eu odeio Futebol


Quando eu era criança, eu não curtia futebol porque geralmente eu preferia outras atividades, como videogame, livros, histórias em quadrinhos e bonecos de ação. Mas não odiava. Até jogava de vez em quando, quando não tinha nada melhor para fazer.


Minha mãe dizia que eu era de um determinado time, mas eu não entendia muito bem a lógica disso. Por exemplo: eu sabia que era brasileiro, pois nasci no Brasil e em uma guerra eu deveria defender meu país ou, no mínimo torcer para que nosso exército vencesse. Assim, eu até entendia o conceito de torcer para o Brasil na Copa. Mas não entendia porque deveria torcer contra o time do meu colega de classe ou de bairro.


Conforme fui crescendo é que comecei a pegar raiva. "Você não gosta de futebol? Como assim? Não tem time? COMO ASSIM?"


Nunca fui de fazer algo só porque os outros faziam. Nunca tive comportamento de manada, de gado. E, portanto, a frase "como não tem time? Todo mundo tem" me irritava profundamente. Sempre achei idiota esse negócio de "todo mundo isso, todo mundo aquilo". Para mim era (e ainda penso assim) coisa de gente sem personalidade.


Até hoje não entendo o que leva uma pessoa a tripudiar sobre outra quando seu time ganha. Nenhum dos dois estava em campo. Nenhum dos dois ganhou ou perdeu absolutamente nada. Como uma pessoa pode depositar tanto em algo que depende de pessoas que nem se importam em ganhar ou perder, já que muitas vezes o resultado do jogo é acertado previamente, nos bastidores?


Isso porque nem estou citando o pai de família que muitas vezes deixa de comprar comida, para comprar camisas oficiais do clube para si e para seus esfomeados filhos.


Com o tempo, fui aprendendo muita coisa. E uma delas é que além dos meus motivos pessoais eu tenho outros bons motivos para não gostar de futebol.


Um pouco de História


O futebol era utilizado na Inglaterra da Revolução Industrial como uma ferramenta de controle dos operários e como uma válvula de escape para as tensões das longas jornadas de trabalho pesado. No Brasil ele foi introduzido por Charles Miller, filho do escocês John Miller, funcionário da São Paulo Railway Company, uma empresa inglesa. Depois de estudar na Inglaterra para gerir as empresas inglesas no Brasil, retornou ao país e ingressou no São Paulo Athletic Club em 1894, o time dos funcionários da São Paulo Railway.


A partir da década de 20 o futebol já contava com grande aprovação nas camadas populares, não só com sua proletarização na Inglaterra, mas também com a identificação e a fidelidade dos trabalhadores com os times que representam as várias associações das mais diferentes origens sociais (1). Durante o governo populista de Getúlio Vargas, os meios de comunicação começam a dar grande espaço ao futebol, que cresce cada vez mais no gosto popular. Afinal, é um esporte que só precisa de espaço e um bola, sendo assim bastante acessível à população das camadas mais pobres. Com o tempo, o futebol vai se tornando a "paixão nacional". E nem de longe esse foi o único ditador que usou o futebol. Mesmo Hitler usou esse "esporte das massas" como máquina de propaganda política e diplomática (2).


Mas por que o futebol emociona tanto?


O motivo de tanta comoção é a sensação de fazer parte de algo maior, transcendental... assim como todas as outras formas de anestesia intelectual, como a religião ou o fanatismo político, por exemplo. Gritar junto com milhares de pessoas te torna maior do que si mesmo. Te dá o anonimato da multidão, onde você deixa de ser responsável pelos seus atos e deixa de ter de pensar ou ter opinião própria sobre aquele assunto. Foi assim que a ditadura incutiu um falso patriotismo na mente do brasileiro. Em uma época de insatisfação popular, criaram o hino pseudo-patriótico "Noventa milhões em ação. Pra frente Brasil. Salve a seleção!".


Em momentos de jogo, quando a mídia usa todos os meios de comunicação para dar uma ênfase absurda ao futebol, até pessoas cultas e inteligentes começam a esbravejar provocações aos torcedores do time adversário. Até mesmo pessoas que estavam momentos antes preocupadas com os rumos da política nacional abandonam todas as preocupações e começam a gritar frases curtas e mal construídas para incentivar seu time (como se o time fosse ouvir). Se pessoas com acesso à educação se deixam alienar dessa forma, o que podemos dizer da grande massa de analfabetos funcionais e pessoas cuja cultura é ditada pela mídia televisiva? Os intelectuais até podem se permitir o "guilty pleasure" do futebol e depois retornar às suas reflexões, mas o povão jamais reflete justamente por ter tantas distrações fabricadas para colocá-lo em uma espécie de transe, onde a briga entre torcidas é justificável e a passeata pelos seus direitos não.


Portanto, meu ódio não é direcionado ao esporte em si, mas à cultura em torno dele que existe no Brasil. Brigas entre torcidas, depredações, discussões que não levam a lugar nenhum e, principalmente, desvio de energia que deveria ser focada em outro lugar.


Se as pessoas lutassem pelos seus direitos como lutam por seus times, as coisas estariam bem melhores. Mas é exatamente para evitar isso que se gasta tanto dinheiro com estádios e campeonatos. Para que as pessoas se dividam em times e nunca se juntem na indignação contra a opressão.


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Notas

1 - HOBSBAWN, E., RANGER, T. (org) A Invenção das Tradições, Rio de Janeiro: Paz e Terra
2 - MURRAY, B. Uma História do Futebol, São Paulo: Hedra, 2000 p. 95

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Café de L'Enfer (Cabaret de L'Enfer)

Um drink no Inferno.

O Café de L'Enfer tinha justamente esta proposta.

Também conhecido como Cabaret de L'Enfer, era um cabaré na vizinhança do Moulin Rouge em Paris, no bairro da "Luz Vermelha", o Pigalle, mais precisamente na Boulevard de Clichy. Foi inaugurado no final do século XIX e funcionou até a metade do século XX. Até aí, seria como muitos outros, se não tivesse como temática da decoração o próprio Inferno.


"Abandonai as esperanças, ó vós que entrais."


Acredito que seria um lugar apropriado para ser frequentado por Baudelaire.



O "flyer" do lugar: Atrações Diabólicas, Tormento dos Condenados, Ronda dos Condenados, A Caldeira, As Metamorfoses dos Condenados... Convidativo...


Alguém ainda teve a ideia de abrir ao lado um café chamado Ciel (Céu). A escolha ficava por conta dos boêmios. Eu tenho um palpite sobre qual fazia mais sucesso.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Capela dos Ossos - Évora


A Capela dos Ossos é um dos mais conhecidos monumentos de Évora, em Portugal. Está situada na Igreja de São Francisco. Foi construída no século XVII e recebeu esse nome por que suas paredes e pilares são decorados com crânios e ossos humanos.Na entrada está inscrito o célebre aviso: "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos".

The Chapel of Bones is one of the best known monuments in Évora, Portugal. It is located in the Church of St. Francis. It was built in the 17th century and gets its name because the walls and pillars are decorated with human skulls and bones. In the entrance is written the famous warning: Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos (“We, the bones that are here, await yours.").

Entrada.
Dizeres convidativos.

Vista da capela.


As caveiras descarnadas
São a minha companhia,
Trago-as de noite e de dia
Na memória retratadas
Muitas foram respeitadas
No mundo por seus talentos,
E outros vãos ornamentos,
Que serviram à vaidade,
E talvez… na eternidade
Sejam causa de seus tormentos.







Aonde vais, caminhante, acelerado?
Pára… não prossigas mais avante;
Negócio, não tens mais importante
Do que este, à tua vista apresentado.
Recorda quantos desta vida tem passado,
Reflecte em que terás fim semelhante,
Que para meditar causa é bastante
Terem todos mais nisto parado.
Pondera, que influído d’essa sorte,
Entre negociações do mundo tantas,
Tão pouco consideras na morte;
Porém, se os olhos aqui levantas,
Pára… porque em negócio deste porte,
Quanto mais tu parares, mais adiantas.
(atribuído ao padre António da Ascenção Teles)





Um "adorno" bastante sinistro.

Há uma luz direcionada aos dois cadáveres na parede.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

"O ser humano não passa de um saco de tripas, envolto em pele, sustentado por uma armação frágil de ossos. E com uma idéia superestimada de si mesmo."

terça-feira, 26 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ignis Fatuus

"A natureza do coração dos tolos é tal que ao menor sinal de calor, lá se acende a chama da esperança. E mesmo quando lentamente se esvaem todos os elementos combustíveis para a continuação desta tola esperança, ainda assim a chama insiste em queimar. Só haverá liberdade quando o tolo abrir os olhos para a verdade que teima em ignorar e abandonar quaisquer esperanças de que o fogo que queima em seu peito seja mais uma vez alimentado por combustíveis reais. Quando esse momento chegar, toda ilusão estará findada, para o bem e para o mal."

quarta-feira, 23 de março de 2011

"Num recanto qualquer afastado do universo, espalhado no brilho de inumeráveis sistemas solares, houve uma vez um astro no qual animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais arrogante e mais mentiroso da 'historia universal': mas foi apenas um minuto. Apenas alguns suspiros da natureza e o astro se congelou, os animais inteligentes tiveram de morrer. - Está é a fábula que alguém poderia inventar, sem conseguir, contudo, ilustrar que lamentável exceção, quão vaga e fugitiva, quão vã e fortuita, o intelecto humano constitui no seio da natureza."

Friedrich Wilhelm Nietzsche
O Livro do Filósofo