quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Capela dos Ossos - Évora


A Capela dos Ossos é um dos mais conhecidos monumentos de Évora, em Portugal. Está situada na Igreja de São Francisco. Foi construída no século XVII e recebeu esse nome por que suas paredes e pilares são decorados com crânios e ossos humanos.Na entrada está inscrito o célebre aviso: "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos".

The Chapel of Bones is one of the best known monuments in Évora, Portugal. It is located in the Church of St. Francis. It was built in the 17th century and gets its name because the walls and pillars are decorated with human skulls and bones. In the entrance is written the famous warning: Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos (“We, the bones that are here, await yours.").

Entrada.
Dizeres convidativos.

Vista da capela.


As caveiras descarnadas
São a minha companhia,
Trago-as de noite e de dia
Na memória retratadas
Muitas foram respeitadas
No mundo por seus talentos,
E outros vãos ornamentos,
Que serviram à vaidade,
E talvez… na eternidade
Sejam causa de seus tormentos.







Aonde vais, caminhante, acelerado?
Pára… não prossigas mais avante;
Negócio, não tens mais importante
Do que este, à tua vista apresentado.
Recorda quantos desta vida tem passado,
Reflecte em que terás fim semelhante,
Que para meditar causa é bastante
Terem todos mais nisto parado.
Pondera, que influído d’essa sorte,
Entre negociações do mundo tantas,
Tão pouco consideras na morte;
Porém, se os olhos aqui levantas,
Pára… porque em negócio deste porte,
Quanto mais tu parares, mais adiantas.
(atribuído ao padre António da Ascenção Teles)





Um "adorno" bastante sinistro.

Há uma luz direcionada aos dois cadáveres na parede.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

"O ser humano não passa de um saco de tripas, envolto em pele, sustentado por uma armação frágil de ossos. E com uma idéia superestimada de si mesmo."

terça-feira, 26 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ignis Fatuus

"A natureza do coração dos tolos é tal que ao menor sinal de calor, lá se acende a chama da esperança. E mesmo quando lentamente se esvaem todos os elementos combustíveis para a continuação desta tola esperança, ainda assim a chama insiste em queimar. Só haverá liberdade quando o tolo abrir os olhos para a verdade que teima em ignorar e abandonar quaisquer esperanças de que o fogo que queima em seu peito seja mais uma vez alimentado por combustíveis reais. Quando esse momento chegar, toda ilusão estará findada, para o bem e para o mal."

quarta-feira, 23 de março de 2011

"Num recanto qualquer afastado do universo, espalhado no brilho de inumeráveis sistemas solares, houve uma vez um astro no qual animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais arrogante e mais mentiroso da 'historia universal': mas foi apenas um minuto. Apenas alguns suspiros da natureza e o astro se congelou, os animais inteligentes tiveram de morrer. - Está é a fábula que alguém poderia inventar, sem conseguir, contudo, ilustrar que lamentável exceção, quão vaga e fugitiva, quão vã e fortuita, o intelecto humano constitui no seio da natureza."

Friedrich Wilhelm Nietzsche
O Livro do Filósofo