"Pois aquele que não tem dois terços do dia pra si é escravo, não importa o que seja: estadista, comerciante, funcionário ou erudito.”
- Friedrich Nietzsche - "Humano, Demasiado Humano"
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Segundo o sociólogo polonês e crítico da modernidade Zygmunt Bauman, hoje vivemos em um "tempo líquido". De acordo com essa análise, as coisas se desgastam, as relações são descartáveis, as personalidades são fluidas e inconstantes. É a lógica que sempre critico, que condiciona as relações humanas, internas e externas, às leis do consumismo, onde consumir e descartar é um ciclo vertiginoso e sem fim.
Com o excesso de estímulos e informações, temos a impressão de que as 24 horas do dia não nos bastam, e que sempre estamos atrasados, perdendo algo.
Claro que isso é imposto pelo sistema econômico dos nossos tempos, que nos obriga a extrair o máximo de produtividade das horas. O resultado é uma sociedade doente, exagerada e desequilibrada, onde esgotamento físico e mental, ataques de ansiedade, stress e depressão são cada vez mais comuns.
Temos cada vez menos tempo para o lazer e a convivência, e mesmo esse espaço é invadido pela sensação de urgência e instantaneidade. Vivenciamos nossas férias e finais de semana muitas vezes esquecendo de reservar um tempo para não fazer nada e simplesmente descansar.
Por nunca pararmos, não temos tempo para refletir sobre nossas experiências, e assim nossa própria evolução enquanto indivíduos está comprometida.
Mas como desacelerar? Se nos exigem que estejamos sempre correndo, se quisermos nos alimentar, nos vestir, morar? Isso sem contar que muitas vezes só temos acesso ao lazer que mencionei lá em cima pagando por isso. Se alguém souber a resposta, por favor, me ilumine.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
domingo, 21 de abril de 2013
Perseverança
A princípio eu não entendi. Era como se acordasse de um sonho. Via diversas pessoas conhecidas ao meu redor. Amigos e familiares, mas parecia que eles não podiam me ver. Procurei chamar por alguns, entretanto eles também não podiam me ouvir. Estava todos reunidos em volta de algo, e me aproximei para ver do que se tratava. Havia um caixão, e dentro dele, um corpo rodeado de flores. Foi então que compreendi: aquele era o meu corpo e eu estava no meu velório.
Lentamente, comecei a me lembrar... Eu havia optado por abrir mão da vida, que sempre me doera tanto. Mas agora não sabia o que fazer e nem para onde ir. Decidi ficar por ali, pois me ocorrera que se algo ou alguém fosse me indicar o caminho, deveria me procurar próximo ao meu cadáver. Eu o havia abandonado, mas era a única referência que eu tinha da minha posição nesse mundo. Minha consciência sobreviveu ao meu corpo, mas, até onde eu me lembre, não existia antes dele.
Acabaram de enterrar meus restos mortais. Estranho falar dessa forma, levando em consideração que minha ideia de "eu" era aquilo que eu via no espelho todos os dias. Me sentei sobre a sepultura, e continuei a esperar pelo que faria a seguir. Não havia mais ninguém no cemitério, e permaneci onde estava. Começou a chover, mas eu não sentia a chuva. Sei que estava ventando, pois via as árvores se moverem conforme o crepúsculo se abatia a minha volta. Escureceu. E nada acontecia.
Depois de alguns dias, vieram trazer flores. Fico pensando, de onde tiraram essa tradição? No que isso poderia me ajudar? Mais alguns dias depois, alguém muito próximo veio trazer lágrimas. Me comoveram, mas também não podiam me ajudar. Acho que chorei também, mas não tinha mais glândulas lacrimais. Muito tempo passou e nada aconteceu. Desespero e solidão. As coisas não eram tão diferentes após a morte, afinal.
Acordei em um quarto de hospital. Conversaram comigo e me disseram que os medicamentos haviam me deixado em coma por alguns dias. Não contei a ninguém sobre meu sonho. Aliás, não conversei muito sobre nenhum assunto, com ninguém. Quando tive alta, me tranquei em casa e procurei minha arma em cima do guarda-roupas. Ainda bem que era apenas um sonho. Os remédios falharam, mas eu ainda tinha o plano B.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Music in the Song of Ice and Fire
Até o momento, pelo que me lembro, a única música cuja letra é apresentada nos livros da Canção de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, que foi ao ar na série "A Game of Thrones" foi "The Rains of Castamere", também conhecida como "A Canção dos Lannisters.
Segundo o livro, ela foi composta após a vitória do jovem Tywin Lannister sobre os Reynes de Castamere, uma casa menor, vassalos dos Lannisters, que acabaram se rebelando contra Titos Lannister, pai de Tywin. Tywin os atacou e dizimou para sempre sua linhagem. Inclusive, a música faz um trocadilho com "Rains" e "Reynes".
Ela é apresentada dessa forma no seriado:
Mas encontrei uma versão bem legal no Youtube:
Navegando pelo Youtube, descobri que várias pessoas fizeram versões das músicas apresentadas nos livros.
The Bear and the Maiden Fair
"O Urso e a Donzela Loura" (tradução livre) é uma canção tradicional amplamente conhecida nos Sete Reinos. Conta a história de um urso que vai a uma feira e se apaixona por uma donzela. Tom Sete Cordas canta essa música junto a Torta Quente.
Gentle Mother, Font of Mercy
"Mãe Gentil, Fonte de Misericórdia" é um hino à faceta Mãe da Fé dos Sete. Sansa Stark canta essa música durante a Batalha de Blackwater.
The Dornishman's Wife
"A Esposa do Homem de Dorne" é uma canção sobre um homem que dormiu com a esposa de um homem de Dorne, mas morreu de ferimentos recebidos em um duelo com o marido traído e considerou isso uma troca justa. Essa música é cantada por Mance Rayder, o Rei Além da Muralha.
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So far as I remember, the only song whose letter appears in the books of the Song of Ice and Fire, by George R. R. Martin, which was aired in the TV series "A Game of Thrones" was "The Rains of Castamere", also known as "The Song of Lannisters"
According to the book, it was composed after the victory of the young Tywin Lannister against the Reynes of Castamere, a lesser house, vassals of the Lannisters, who ended up rebelling against Titos Lannister, father of Tywin. Tywin attacked them and decimated their lineage forever. Even the music makes a pun on "Rains" and "Reynes."
It appears that way on the show:
But I found a really cool version on Youtube:
Navigating through Youtube, I found that several people made versions of the songs presented in the books.
The Bear and the Maiden Fair
It is a traditional song widely known in the Seven Kingdoms. It tells the story of a bear who goes to a fair and falls in love with a maiden. Tom Seven Strings sings this song with Hot Pie.
Gentle Mother, Font of Mercy
"It is a hymn to the Mother aspect of the Faith of the Seven. Sansa Stark sings this song during the Battle of Blackwater.
The Dornishman's Wife
It is a song about a man who slept with the wife of a Dornishman, but died from injuries received in a duel with her betrayed husband and considered it a fair trade. This song is sung by Mance Rayder, the King Beyond the Wall.
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