Por que o feminismo é importante?
Porque a violência contra a mulher ocorre de forma diferente da que acontece entre os homens: elas são vítimas pelos simples fato de serem
mulheres.
As causas não são
brigas, assaltos ou acidentes de trânsito. São ciúme, possessividade, abuso,
intolerância, desprezo e a ideia de que mulheres são coisas, e não pessoas.
Coisas que podem ser tratadas com violência.
Por homens.
A misoginia é fruto do
machismo. E é isso que o feminismo combate.
Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil.
Em decorrência das diversas ações nacionais e internacionais pelo fim da violência contra as mulheres, a FLACSO Brasil (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais) publicou um novo Mapa da Violência, desta vez, focado na dinâmica dos homicídios femininos nos últimos anos.
Esse estudo tem o apoio do escritório no Brasil da ONU Mulheres, da
Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e da
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) do Ministério das Mulheres, da Igualdade
Racial e dos Direitos Humanos.
Fiz um resumo bastante conciso de alguns fatos importantíssimos relatados no texto:
- 50,3% das mortes violentas de mulheres são cometidas por familiares e 33,2% por parceiros ou ex-parceiros;
- Entre 2003 e 2013, o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, incremento de 21,0% na década. Isso representa 13 homicídios femininos por dia em 2013;
- De acordo com os dados da OMS, o Brasil tem taxa de 4,8 homicídios por 100 mil mulheres, em 2013, o que coloca o país na 5ª posição internacional, entre 83 países do mundo;
- As taxas das mulheres e meninas negras vítimas de homicídios cresceu de 22,9% em 2003 para 66,7% em 2013, indicando que a vulnerabilidade desse grupo aumentou em 190,9%;
- Há um crescimento vertiginoso da violência contra as mulheres a partir dos 10 anos de idade, culminando no período que vai dos 18 aos 30, e com um lento declínio até a velhice. Ou seja, é quando elas estão na idade com mais probabilidade de se relacionar com homens que o perigo de homicídio aumenta;
- Nos homicídios masculinos predomina a utilização de arma de fogo (73,2%), nos femininos essa incidência é bem menor: 48,8%, com o concomitante aumento de estrangulamento/sufocamento, cortante/penetrante e objeto contundente, indicando maior presença de crimes de ódio ou por motivos fúteis/banais;
- Quase a metade dos homicídios masculinos acontece na rua, com pouco peso do domicílio. Já nos femininos, essa proporção é bem menor: 31,2% acontecem na rua, 25,2% em estabelecimento de saúde e 27,1% acontecem na residência da vítima, indicando a alta domesticidade dos homicídios de mulheres.
O texo completo do relatório, bem como o comunicado para a imprensa e as planilhas com os dados correspondentes aos 5.565 municípios reconhecidos pelo IBGE estão disponíveis no link oficial abaixo.

Quem sabe resumindo os homens se interessem em ler a respeito.
ResponderExcluirSem contar que, once again, São Paulo é o estado com o maior índice de violência contra a mulher. Que vergonha!
ResponderExcluir